Impacto do exercício físico em autistas

O dia 2 de abril é conhecido como o dia mundial de Conscientização do Autismo e foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2007, com o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre transtorno do neurodesenvolvimento, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

O Autismo não é uma doença, mas sim um transtorno do neurodesenvolvimento, conhecido por “Transtornos de Espectro Autista” – TEA. A data visa ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno comportamental que não possui uma causa específica e algumas características como incapacidade de se relacionar com outras pessoas, distúrbios de linguagem, resistência ao aprendizado e não aceitação a mudanças de rotina. As crianças com TEA apresentam dificuldades em entender as regras básicas de convívio social, a comunicação não verbal, a intenção do outro e o que os outros esperam que ele/ela faça. Com essas dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande, fazendo com que o desenvolvimento do cérebro se mantenha cada vez mais lento para exercer as funções necessárias para a interação social. Devido a esse fato, o autismo passou a ser definido como um transtorno de neurodesenvolvimento que afeta socialização, comunicação e aprendizado.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que crianças e adolescentes de 5 a 17 anos pratiquem pelo menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia, para evitar o desenvolvimento das chamadas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, enfermidades respiratórias e cardiovasculares. Essa atividade pode ser incorporada à rotina da criança, como brincadeiras, corridas, jogos etc.

Conversamos com o profissional de educação física e especialista em fisiologia do exercício físico Rodolfo Varela Schuvenck o mesmo afirma que “ Os estudos mostraram que a atividade física é benéfica para o autista. Diminuindo em muitos casos os padrões de agressividade. Melhorando condicionamento físico, prevenindo doenças associadas, como cardiovasculares e metabólicas. Além de melhorar a capacidade cognitiva”

A atividade física realizada por qualquer indivíduo tende a impactar positivamente na dimensão físico/motora. Além de prevenir doenças crônicas não transmissíveis, promove de modo significativo alterações nas capacidades metabólicas e funcionais. A atividade física para indivíduos autistas é ainda mais benéfica devido ao fato, por exemplo, de diminuir o comportamento agressivo, aprimorar a aptidão física, o desenvolvimento social, físico e motor, melhorar a qualidade de sono, além de reduzir a ansiedade e depressão (BREMER; CROZIER; LLOYD, 2016). Estudos mostram que o exercício presente na vida desses indivíduos melhora a concentração, memória, performance acadêmica, e a percepção de si mesmo, aprimorando assim a saúde mental do indivíduo (BREMER; CROZIER; LLOYD, 2016).

Não existe comprovação científicas relacionando ao tema, toda a informação desse artigo está embasada em diversos estudos realizados por profissionais da saúde.

Independente da condição autista, praticar exercícios estimula o cérebro e a autonomia, ajuda a melhorar o desenvolvimento motor e cognitivo, a noção de tempo e espaço, ajuda a controlar a ansiedade e ainda eleva a autoestima. Então mesmo que o impacto positivo no autismo não seja cientificamente comprovado, a prática de atividade física pode trazer inúmeros benefícios em outros aspectos da vida das crianças e jovens com a condição TEA.

No entanto as crianças e jovens com a condição TEA sofrem de diversas limitações cognitivas, de convívio social, mudanças e outras, por tanto optar por atividades que estimulem a brincadeira, como corridas, cama elástica, jogos pode ter um resultado mais positivo. Mas na dúvida, converse com os terapeutas do seu filho e experimente. Os resultados podem surpreender.

 

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